Fé ajuda a parar de fumar?

Atualizado: Mar 23


“Andá com fé eu vou Que a fé não costuma faiá Andá com fé eu vou Que a fé não costuma faiá”


Quem já não ouviu e, até cantou, os versos acima de autoria de Gilberto Gil na música “Andar com fé”? Muitos de nós, não é mesmo?

Mas será mesmo que estes versos refletem a realidade? Será mesmo que andar com fé leva o indivíduo a conquistar o que precisa e o que deseja?


Sim, fé ajuda e muito, mas não basta. Vamos entender de que fé estamos falando. Estamos falando de dois tipos diferentes de fé, a fé em si mesmo ou a autoconfiança e a fé em uma força maior do que o próprio indivíduo, ou a religiosidade.


Sim, estas duas fés, a autoconfiança e a religiosidade somadas, fortalecem o indivíduo e o levam a alcançar, com sucesso, muitos de seus objetivos.


Aqui, claro, falamos sobre tabagismo e, neste caso, a autoconfiança e a religiosidade são ferramentas essenciais para que o fumante consiga livrar-se do cigarro em definitivo. Vamos entender melhor:


Autoconfiança

Autoconfiança é a capacidade que o indivíduo adquire de acreditar em si, de crer que poderá realizar/alcançar alguma coisa.


Durante a vida as pessoas se deparam com diversas situações, umas tranquilas, fáceis de resolver e outras mais complicadas, de difíceis soluções. Na vida, nem sempre somos ganhadores, isto não existe, às vezes, não conseguimos alcançar alguns objetivos o que é normal. Mas, quando o indivíduo acumula muitas derrotas ou desenvolve uma crença de que não é capaz de ter sucesso, aí sua autoconfiança fica muito abalada.


A boa notícia é que é possível reconstruir a autoconfiança e voltar a crer em si mesmo. É possível acreditar que os sonhos/objetivos poderão se concretizar, se transformar em realidade.


Já falamos aqui neste blog sobre ser muito comum o fumante tentar deixar o cigarro diversas vezes antes de conseguir parar em definitivo. Mas acontece que, entre as recaídas, ele desiste de tentar por acreditar que nunca será capaz de se livrar da nicotina. Neste caso a autoconfiança fica muitíssimo abalada, fica super prejudicada.


Erradamente, muitas pessoas entendem autoconfiança como uma fé cega em si mesmo(a) do tipo “querer é poder, basta eu pensar positivo”. Só que não. Pensar positivo certamente faz bem, mas não tem nada a ver com autoconfiança.


Um dos pilares da autoconfiança é o autoconhecimento. Todos nós temos fortalezas e limitações. Somos luz e sombra. Conhecendo nossas fortalezas, sabendo do que somos capazes, podemos usá-las para traçar e alcançar metas e objetivos e assim, podemos fazer brilhar a nossa luz. Em relação às nossas limitações também é importantíssimo conhecê-las para podermos neutralizá-las ou eliminá-las e não deixar que elas prejudiquem ou interrompam nossos planos.


Voltando novamente ao fumante vamos citar exemplos da vida real, mas com nomes trocados:


Felipe, 48 anos, fumava quase 2 maços de cigarros por dia e afirmava que não conseguia largar o cigarro, apesar de diversas tentativas, por ser ansioso demais.

Ao avaliar sua autoconfiança, descobriu que não mais acreditava em si mesmo, não mais acreditava ser capaz de parar de fumar, e pior, acreditava fortemente que estaria preso ao cigarro para sempre. Mas nunca deixava de tentar, muito embora sempre chegasse derrotado para iniciar a guerra contra a nicotina.


Assim, começou uma jornada para reconstruir sua autoconfiança. Passou a observar-se e conhecer-se enquanto fumante.


Descobriu que sua maior fraqueza/dificuldade para eliminar o cigarro era a ansiedade. Ótimo! Assim pode traçar uma estratégia para eliminá-la ou neutralizá-la. Procurou um médico homeopata para ser medicado e matriculou-se em uma academia para praticar exercícios físicos. Bingo! Parou de fumar em menos de 1 semana. Nunca recaiu.


Felipe usou o autoconhecimento para conseguir traçar estratégias de sucesso para deixar o cigarro. Conseguiu. Como consequência, sua autoconfiança voltou e passou a acreditar que, se conseguiu deixar o cigarro conseguiria qualquer coisa. Começou um negócio de vendas de motos e saiu-se vitorioso. Felipe recuperou a fé em si mesmo.


Sim, a fé em si mesmo, a autoconfiança, é decisiva para quem quer parar de fumar.



Religiosidade


E a religiosidade como ajuda o fumante a parar de fumar?


Embora ainda não existam estudos 100% conclusivos, a ciência vem pesquisando já há algum tempo, o quanto a fé do paciente ajuda nos tratamentos de diversas doenças, das mais simples, às mais complexas e há inúmeros estudos pelo mundo afora que indicam fortemente que sim, a fé ajuda na cura, ou pelos menos ajuda a diminuir sintomas.


Um destes estudos, "Intervenção Religiosa na Recuperação de Dependentes de Drogas" - vamos lembrar que o fumante é um dependente químico da nicotina, sugere que a religiosidade, independente da religião professada, facilita na recuperação da dependência e reduz os índices de recaídas, uma vez que a religiosidade ajuda na socialização (ao frequentar templos e igrejas), aumenta o otimismo, a resiliência, o estresse e diminuição dos níveis de ansiedade. Tudo isso somado faz com que o dependente químico assuma uma postura mais otimista da vida e reforça a coragem de lutar contra a dependência.


Sugerimos, portanto, que se você tiver uma relação com algo maior agarre-se a isso. Pratique sua religiosidade e peça ajuda. Seu Deus nunca o deixará desamparado. Como nos ensinou Jesus,

“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á” (Lucas 11:9)


Agora vamos contar a história, também verdadeira, do Sr. Edson. Na época em que esteve conosco fazendo o Método Livre! Sem Fumar, Sr Edson tinha 62 anos e era católico praticante. Todas as vezes que saia de nossos encontros ia direto à igreja orar. Ele dizia que com a ajuda do Método que lhe ensinava a para parar de fumar, mais a fé em Deus, que lhe dava confiança, conseguiria logo deixar o cigarro. Seu objetivo era pegar a neta no colo sem estar com cheiro e resíduos de cigarro. Conseguiu. Foi emocionante seu relato sobre como era bom cuidar da neta, brincar com ela, pegá-la no colo, sem sensação de que estava fazendo algo errado, sem o medo de estar cheirando a cigarro.


Não espere mais, faça acontecer

Ficou claro que sim, a autoconfiança e a religiosidade fortalecem o fumante que quer deixar de fumar. Mas gostaríamos de deixar mais duas últimas dicas:


1) Exerça a autocompaixão e perdoe-se de suas falhas. Não existe um indivíduo 100% perfeito. Somos feitos de luzes e sombras. Procure fazer brilhar sua luz como nos diz Jesus (Mateus 5:15) e lute contra suas sombras.


2) Não espere sentir-se 100% confiante para tentar deixar o cigarro. Abrace suas dúvidas e siga em frente. Tente. Tente sem parar e você logo vai encontrar o caminho do sucesso e conseguirá parar de fumar.


Para encerrarmos este artigo vamos deixar uma frase de coragem para quem quer parar de fumar e não está com muita coragem de tentar:


“Suba o primeiro degrau com fé. Não é necessário que você veja toda a escada.

Apenas dê o primeiro passo”.

(Martin Luther King)


Ah, e nós do Livre! Sem Fumar concordamos com Gilberto Gil que


“Andá com fé eu vou, a fé não costuma faiá”


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Vera Lúcia Poli e Maitê Poli são ex-fumantes criadoras e orientadoras do Método Livre! Sem Fumar




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